Screen Test Pro

Checar um celular em cinco minutos: toque fantasma, uma checagem e amostragem

Por Screen Test ProPublicado em

Boa parte de checar um celular acontece na pressa: numa loja, na porta de quem vende, no balcão de uma assistência com o técnico esperando. São alguns minutos, um celular que ainda não é seu, e nenhum jeito de instalar nada. É para isso que o teste de tela touchscreen e o teste de tela do celular sempre serviram. Esta versão acrescenta três coisas a eles.

Toque fantasma, contado

Toque fantasma é a tela registrando toques que ninguém fez. O conselho antigo no nosso teste de toque era tirar as mãos por uns dez segundos e olhar se alguma célula acendia sozinha. Isso serve se a falha está ocupada. Não serve se os toques fantasmas chegam a cada vinte segundos, ou caem debaixo do polegar enquanto você segura o celular.

O teste novo de toque fantasma espera por você. Ponha o celular sobre algo plano e seco, pressione Iniciar e afaste as mãos. Depois de uma contagem de três segundos, para o toque que o começou não entrar na conta, ele observa por 30 segundos, um minuto ou dois minutos. Cada toque que a tela registra nesse intervalo é contado e marcado com um anel no ponto em que caiu. A tela fica acordada enquanto observa, e dois dedos não conseguem fechá-la, porque um toque duplo fantasma não pode encerrar o teste que está procurando por ele.

O resultado lê a contagem de três jeitos. Zero está limpo. Um ou dois podem ser uma manga, uma gota de água ou uma mão que voltou cedo demais, então o teste pede para rodar de novo antes de se ler qualquer coisa nisso. Três ou mais é toque fantasma, e se a maioria se junta numa borda ou num canto, o resultado diz onde. Em geral é uma rachadura, uma película que está descolando ou um cabo flex ruim.

Ele também anota se o celular estava carregando. Um carregador barato ou falhando é a causa mais comum de toque fantasma, então uma rodada que acha toques com o cabo ligado manda desconectar e rodar de novo. Se você fizer os dois na mesma visita, o resultado mostra as duas contagens lado a lado. Quatorze carregando e zero na bateria é problema de carregador, não de celular.

Nove verificações, uma lista

O teste de tela do celular era uma lista de links para cinco testes separados. Agora é uma checagem: nove verificações em ordem, cada uma um toque.

  1. Grade de toque, pintada até 100%, com o máximo de dedos que você conseguiu segurar ao mesmo tempo.
  2. Toque fantasma, 30 segundos sem as mãos.
  3. Pixels mortos, nove cores sólidas.
  4. Burn-in, no cinza.
  5. Taxa de atualização, medida.
  6. Resolução, lida da tela.
  7. Alto-falante: uma varredura do grave ao agudo, depois esquerda e direita cada uma sozinha.
  8. Microfone: três segundos gravados e reproduzidos.
  9. Vibração: três zumbidos.

Cada passo guarda o que mediu e faz uma só pergunta, que só quem está com o celular na mão pode responder. O passo da taxa de atualização mede 120 Hz, mas só você sabe se a caixa dizia 120. Qualquer coisa pode ser pulada, e qualquer coisa feita pode ser refeita.

No fim, o resumo copia como texto puro ou como um link. Abrir o link mostra um cartão somente leitura com os resultados, para soltar na conversa em que você está negociando, ou guardar como registro do estado do celular no dia em que o comprou. Se a página recarregar no meio, porque um gesto de voltar disparou sem querer ou o navegador descartou a aba, a checagem continua de onde parou.

Há limites que vale conhecer. Um navegador não lê a saúde da bateria, o foco da câmera, os indicadores de líquido, nem se o celular ainda está preso à conta de outra pessoa. Num iPhone ele também não consegue fazer o motor vibrar, então esse passo é pulado; coloque o celular no silencioso e procure o zumbido com a mão. Confira isso à mão antes de pagar.

Taxa de amostragem do toque, e os limites dela

Celulares anunciam a amostragem do toque a 240, 360 ou 480 Hz: quantas vezes por segundo o digitizador informa onde está o dedo. O teste de tela touchscreen agora tem uma área que mede isso. Arraste um dedo em círculos rápidos e ela cronometra os relatos.

Há uma pegadinha, e a leitura é construída em volta dela. Os navegadores juntam os relatos de toque entre as atualizações da tela e passam o que sobra num lote. Alguns entregam o lote inteiro; outros entregam uma amostra por atualização e descartam o resto. No segundo caso a área mediria a taxa de atualização, não o digitizador. Quando o número cai na taxa de atualização da tela ou abaixo, o painel diz isso, em vez de relatá-lo como a taxa do sensor.

Mais duas coisas podem fazer uma leitura honesta parecer baixa. Muitos celulares só elevam a amostragem do toque dentro dos jogos, então um celular vendido a 480 Hz pode ler 240 num navegador e estar funcionando como foi projetado. E a amostragem só corre enquanto o dedo se move, então círculos lentos informam para menos.

A mesma área está no teste de taxa de atualização para o mouse. Mova o mouse em círculos rápidos e ela lê o polling rate: 125 Hz num mouse de escritório, 1.000 na maioria dos mouses de jogo. Chrome e Edge deixam passar cada relato, então dão a leitura mais fiel.

O que fica no celular

Nada dessas checagens é enviado. A contagem de toque fantasma, a grade de toque e a taxa de amostragem são calculadas na aba. A checagem guarda o progresso no armazenamento da própria aba, que o navegador limpa quando a aba fecha. O passo do microfone grava na memória, reproduz e joga fora. Um link compartilhado leva os resultados das etapas e os números que elas mediram, escritos de um jeito que dá para lê-los no próprio link, e nada sobre o aparelho. A página de privacidade tem a lista completa do que este site guarda.

Experimente

Abra o teste de tela do celular no celular que você quer checar e pressione Iniciar. Leva uns cinco minutos. O teste de toque fantasma e a área de amostragem também estão, por conta própria, no teste de tela touchscreen.

Compartilhar esta página
DiscussãoUm tópico por idioma, compartilhado no site inteiro. Entre com o Google para publicar.
Discussão